28 de outubro de 2020

A tecnologia a nosso favor

 


Você já parou pra pensar como mudamos nosso comportamento nos últimos anos?

Tudo o que fazemos é através do celular: compras, marcar consultas, trabalhar.

E com a pandemia então?

Parece que agora não tem como viver da forma de antes, e apesar da vida estar voltando aos poucos ao “normal”, certamente ações tomadas durante o distanciamento ficarão com nós por toda a vida.

E tudo bem, nossa vida e trabalho está cada vez mais digital, a grande questão é: será que estamos usando com sabedoria essa funcionalidade?

Ver memes e trocar figurinhas é muito legal, já que ter um período de entretenimento é importante. Contudo, fazer a gestão do uso do celular é primordial pra não desperdiçarmos nosso bem mais precioso: o tempo de vida.

Você já parou pra pensar se passa mais tempo usando a tecnologia a seu favor: trabalhando, assistindo cursos, aulas, ou rolando a tela para vídeos de 10 segundos que não agregam em nada?

Sabemos que é difícil resistir à tentação com tantos pop ups e sinalizadores coloridos que alimentam o novo vício da década, não olhar a todo momento notificações em suas redes se torna quase um desafio diário. 

Quem nunca pensou “Vou deixar o celular carregando lá no outro cômodo’’ e não aguenta chegar nos 100% sem dar uma espiadinha?! Justificando pra si mesmo “pode ser que tenha alguma mensagem importante do trabalho” e lá se foram 20 minutos olhando vídeos e correntes repassadas em grupos.

Quando perguntados quantas horas passavam nas redes sociais, os entrevistados do documentário O Dilema das Redes, responderam cerca de 2 horas por dia, quando na verdade ficavam o dobro daquilo que realmente achavam.

O texto não tem intuito de insultar nem criticar aqueles que fazem uso contínuo dos aparelhos. A intenção é apenas da reflexão: a qualidade do uso, o valor que ele tem agregado na sua vida e o que você poderia fazer que não atrás de uma tela iluminada.

Bom resto de semana ;)

texto escrito por mim para o Instagram @vida.de.rh

21 de outubro de 2020

Não romantize o cansaço

 Não romantize o cansaço.

Aprendemos mesmo sem notar que ser adulto é estar sempre cansado: com sono perdido, mal alimentado, dor nas costas. Criamos inconscientemente que aquele que está bem hidratado, com sono em dia e alto astral é alguém que não trabalha ou não tem responsabilidades.

Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Sabemos que as tarefas e responsabilidades aumentam a cada ano, e ter inúmeras tarefas não é fácil ( tem dias até que dá vontade de fugir!)

 E pras mulheres então? Conciliar filhos, casa, trabalho.. nada fácil. Porém não podemos romantizar esse cansaço. 

Você não precisa ser essa figura sempre com olheiras e dores para ser levado a sério, pelo contrário: não há nada mais maduro do que cuidar de si e se priorizar como indivíduo, até porque no fim é você com você mesmo. Seu corpo e sua mente precisam de atenção pra poder continuar sendo um bom funcionário, empresário, chefe , pai, mãe, filho...

Então paremos com esse pensamento antiquado de que ter responsabilidade é estar sempre no ''fiapo''.

A chave de tudo é organização. 

Com planejamento e organização dá pra fazer tudo direitinho e dependendo até sobra tempo pra você curtir um filminho (e não há nada de errado nisso, viu?! você não será menos adulto por ter momentos de prazer).

E aí, como está sua organização? Ou você está focado demais enaltecendo o esgotamento?

texto criado por Roberta Amaral para o insta vida.de.rh

11 de setembro de 2019

Minha experiência, 1 ano DIU MIRENA



Depois de anos sofrendo com métodos anticoncepcionais devido aos efeitos colaterais, esquecimentos, hormônios sendo inseridos no corpo diariamente, além de sofrer com fluxo muito alto de sangue menstrual e cólicas mensais...resolvi pesquisar sobre o DIU MIRENA, já que minhas amigas tinham relatado que não menstruavam mais depois de ter colocado, e que a vida delas tinha melhorado muito. 

Comecei a pesquisar sobre os tipos e conversei com minha ginecologista, que não recomendou que eu colocasse o DIU de cobre, pois como meu fluxo menstrual era alto, iria piorar o quadro.
 Então ela me recomendou o Mirena, que solta o minimo de hormônio por dia, e diretamente no local, sem passar por todo o organismo e sofrer os efeitos colaterais.

O médico que minha gineco recomendou não fazia o procedimento pelo meu plano de saúde (IPE), na verdade nenhum profissional fazia pelo plano (e olha que eu procurei). 
Então assimilei que ia pagar por isso. Fiz os cálculos: 5 anos de anticoncepcional + 5 anos de remédio pra cólica + 5 anos de absorvente então os 2 mil reais sairiam barato.

Fiz com o Dr Roberto Bertoldo, em uma clinica em Gravataí. E não vou mentir: doeu pra caralho. Doeu muito. 
Não sei até hoje se ele botou algum tipo de anestesia ou não. 
Mas minha irmã fez com o mesmo médico e disse q saiu de la e foi passear no shopping.
Eu fiquei 3 dias só deitada.
Com bolsa de água quente e uma cólica infernal.
Então a dor varia de pessoa pra pessoa. Eu senti uma horrível. 
Foram 8 dias pra passar a sensação de um "prendedor de roupas" no útero, sem contar o sangramento vivo.

Nas semanas seguintes tive sangramentos em períodos errados e pensei "ok, é meu corpo de adaptando ao DIU’’. 

Dois meses depois ainda estava menstruando e o pior: tive uma infecção horrível. Corrimento e desconforto. 
Fui na minha gineco que me deu uma paulada de remedio via oral e creme vaginal, disse que era infecção bacteriana e fungo, porque o corpo estava vendo o DIU como um “corpo estranho” e que isso poderia acontecer.

Eu fiquei muito mal. Deprê total. Porque tinha gastado uma grana, sentido muita dor pra colocar,  ainda estava menstruando todos os meses e agora com infecção vaginal!
A vontade de voltar no médico e mandar retirar aquilo era grande.

Mas eu ia ter que faz aquilo dar certo. Porque foi muito esforço, dor, energias e dinheiro nisso. 
Então fiz o tratamento correto, a infecção acabou total.

Mesmo assim, menstruei até o 6º mês depois de ter colocado o DIU (claro que num fluxo bem pequeno, de usar só protetor diário), pra quem usava OB SUPER estava ótimo.

No 6º mês voltei no médico (tem que ir a cada 6 meses pra ver se o DIU está no local). E estava posicionado corretamente, conforme ecografia. 
Falei pra ele que eu ainda estava menstruando, ele disse que não era pra menstruar mais. 
Que eu menstruaria apenas se tivesse estressada, pois quem controlava a menstruação era o sistema nervoso central. 
Mas não acreditei muito nisso pois pelo calendário "meu sistema nervoso" estava acertando BEM os dias q eu ficaria menstruada normalmente.

Só la pelo 7º ou 8º mês que houve a amenorreia (ausência da menstruação). 
E que comecei a ver os benefícios desse dispositivo. 
Sem cólicas, sem menstruação e o melhor: prevenida de gravidez. 
Na verdade esqueci que as mulheres menstruam.

 E é estranho falar isso, pois a menstruação sempre tomou conta da minha vida. 
Sempre era ela quem ditava minha rotina: meus planos de viagens, treinos e vida sexual.
Tudo girava em torno dela. Então simplesmente esquecer que ela existe é uma coisa até difícil de eu digitar.

Bom, nesses últimos meses tem dado tudo certo e vou fazer minha 2 revisão com o médico esse mês, pra ver se ele está bem posicionado. 
Se continuar tudo ocorrendo bem, pretendo ficar os 5 anos com ele, e quando retirá-lo, colocar outro na mesma hora, já que não quero ter filhos.

Mas é isso. Escrevi meu relato, pois quando eu estava pesquisando sobre o método li diversos, e vi que cada um é diferente do outro. Li muitas mulheres que no mês seguinte já não menstruaram mais, mas eu passei MUITO trabalho MESMO!
Cada corpo funciona de uma maneira, então a dica que eu dou casa esteja dando tudo errado pra você é: FORÇA NA PERUCA.

Pra mim deu tudo errado no início, mas agora tudo está perfeito. 
Espero ter ajudado.

Beijos

30 de janeiro de 2019

Minha primeira Meia Maratona


Resolvi deixar registrado aqui no BLOG, um evento que participei e gostei muito: a Meia Maratona de Gramado (21km), no dia 20/01/2019.

Fiz a inscrição em setembro ou outubro (não lembro bem) e paguei R$ 90,00 cada (inscrevi eu e o Rafa). Com o intuito de ser mais um desafio pros próximos meses, já que no último ano eu tinha participado de corridas de 10 e 15km, resolvi aumentar a quilometragem.
O Rafael já correu 2 Maratonas (42km) na vida, mas isso há muitos anos, então ele não gostou muito da ideia de correr a Meia porque sabia que os treinos exigiriam mais, mas como já tinha inscrito ele, ele acabou ''assimilando'' a ideia. Reclamou bastante por meses kkkk (porque realmente o treino de corrida era longo e deixava ele quebrado pro outro dia).

Sempre prefiro a preparação para as coisas que eu me envolvo, do que o evento em si, tanto em viagens, competições ou provas, e a  preparação pra meia maratona não foi diferente, porém não foi fácil conciliar os treinos de musculação e jiu- jitsu com as corridas longas.

Isso tudo pra quem trabalha 8h por dia e tem as tarefas de casa é bem difícil. Sem contar que em dezembro procuramos uma nutricionista esportiva, e acabei me envolvendo em mais uma função: preparação de marmitas kkkk mas isso é assunto pra outro post.

Pra otimizar o tempo, comecei a ir da minha casa pro trabalho correndo uma vez na semana (cerca de 13km), pra isso dar certo um dia antes trazia as roupas para o banho (tem um chuveiro no serviço), além das marmitas pro dia posterior já que na corrida eu vinha apenas com o celular na cintura (pochete) marcando a quilometragem, um documento e a chave de casa. Desviar dos carros e pedestres, lidar com o sol, buracos e semáforos me preparou (um pouco) pra prova que contou com trechos bem difíceis.

E assim comecei a preparação pra aumentar minha resistência, já que as ultimas provas de 15km eu tinha acabado MORTA. Morta mesmo, sem condições físicas e psicológicas de continuar, exausta e com leve dor nos joelhos.
Então esses 6km residuais me deixavam muito apreensiva, porque minha maior marca tinha sido os 15. Nada a mais. Resistência física eu tinha, bastava saber se minha mente ia conseguir aguentar os outros 6km sem desistir.

Também sabia que o treinamento pra Meia era correr o máximo de 18km (o que no fim não fiz, meu máximo ficou nos 15km mesmo por falta de tempo).
A semana da prova chegou e eu peguei leve nos treinos de jiu-jitsu, dando ênfase pros treinos de musculação.
No sábado próximo ao meio dia fomos pra Gramado (cerca de 2h de Porto Alegre): mala, cuia e o gato. Aluguei uma cabana pelo bookking.com (lindíssima super recomendo, vou deixar o link no final). Chegamos na cidade no meio da tarde e fomos direto no local pra pegar os kits: de baixo d'água. Estava chovendo muito e muito frio! Fiquei assustada, porque não levei roupas pra frio (afinal estávamos em janeiro), e em Porto Alegre fazia muito calor quando saímos. Mas a serra é completamente diferente da capital, e passei frio! Os três dias que ficamos lá fez muito frio e choveu todos os dias.

No kit veio além da camiseta, uma viseira, o chip e placa de identificação, uma barra de chocolate e um guia gastronômico com descontos em restaurantes da cidade. Sim! Gramado é a cidade dos chocolates! E a maior atração de lá além do frio são as comidas! Mas os dois vegetarianos de dieta estavam lá pra correr, e sem roupa o suficiente pra se aquecer.
Guardamos os chocolates (que depois demos de presente pois não está previsto em nossa dieta) junto com o pão caseiro e geleia que o dono da cabana nos recebeu (SIM, PURA TENTAÇÃO) estar na Serra Gaúcha com frio e ser recebidos com um pão caseiro QUENTINHO hahahah e não comer foi parte do treinamento que satanás colocou pra trabalharmos o psicológico pra prova.
A linda cabana de madeira tinha aquecedor (pra nossa alegria) muitas cobertas e toalhas quentinhas. Toda de madeira e vidro que dava pra um cenário espetacular na natureza, onde galinhas, perus e pássaros faziam a sonoplastia do local.




No sábado então apenas pegamos os kits e fomos pra cabana, já que tínhamos que acordar bem cedo no outro dia e correr os 21km. Deixamos tudo pronto, fizemos as refeições normais da dieta e resolvemos que no domingo após a prova faríamos uma refeição livre: fondue.
Está prevista 1 refeição livre por semana, mas por orientação da própria nutricionista tentamos evitá-la ao máximo. Com 30 dias da dieta então resolvemos fazer a primeira. Já que correríamos uma quilometragem tão alta e a cidade estampava comida em todas as esquinas.
Então a morta de fome aqui estava mais empolgada com a comida do que com a prova hahahaha e confesso que a refeição livre me confortava em alguns trechos difíceis da corrida.

Ao som do galo e do despertador, acordamos as 7h já que a cabana era bem próxima ao local da largada, comi 1 banana (costumo fazer corridas em jejum, mas dessa vez comi uma banana só por segurança devido a alta km). Rafael tomou café normal. Fomos pro lago Carniel debaixo de chuva (chovia fino mas constante) e antes de iniciar a corrida já estávamos ensopados. 

Além da meia maratona, havia também quem escolheu a modalidade 7,5km. Então os 7,5km primeiros quilômetros foram no asfalto pra TODOS. Bem desse jeito:

Chuva, cerração..uma neblina que mal se enxergava os trechos.


Apesar do frio nos primeiros quilômetros, a largada foi bem legal.
Na minha humilde opinião, todos os eventos esportivos são bem legais, a vibe de estar todo mundo ''na mesma barca'' correndo pelo simples prazer que a corrida te dá é energizante. 
Cada corredor com sua história.
Idosos, ex-gordos, jovens, atletas, amantes da corrida, aventureiros, pessoas com limitações físicas..independente do motivo que levou todos estarem ali naquele momento,  já eram vencedores na vida!
Lidar com o físico e psicológico em uma corrida longa é tarefa para pessoas determinadas.



A foto acima era próxima ao quilômetro 6,  eu ainda estava limpinha, e lembro desse fotógrafo posicionado no meio da avenida, tentando capturar em cada atleta o sentimento que aquele momento estava proporcionando. Aí eu e o Rafa ainda corríamos juntos, combinamos de fazer toda a corrida juntos (mas isso não aconteceu depois, segue relato).

A partir do quilômetro  8 (aí o pessoal dos 7,5km já tinha terminado a prova) a seta do percurso indicava uma trilha pro meio do mato. E os próximos 5km foram de barro, tombos, cachoeiras e pedras.
Nesses 5km meu ritmo caiu muito porque eu simplesmente não conseguia correr. Chovia ha dias na cidade e o barro e pedras estavam muito escorregadias, fazendo com que quase todos os atletas caíssem no chão.
Eu não caí nenhuma vez (milagre) mas escorreguei feio muitas. Vi o Rafael caindo feio de bunda no chão e levantando, e pessoas se machucando e desistindo da prova.
Foi minha primeira corrida em trilha e eu tava muito insegura porque o trecho era bem difícil, mas deu tudo certo.









A foto de cima foi o fim da trilha. Uffa! Que alívio! Depois desse caminho de madeira ( + - km 13), começou um estradão de chão batido com muitas lombas. Subidas e descidas. E por incrível que pareça eu simplesmente desacelero em descidas.
Pra manter o equilíbrio e não ter lesões nos joelhos, acabo tracionando mais a pisada quando tem descida, e assim vi muitas mulheres passando por mim no estradão nesse strechos de lomba. Porém em subidas ninguém me ganha, e eu passava elas novamente. 
Consegui pegar um bom condicionamento em subidas e manter o ritmo alto depois do fim da subida, então aí tive um ganho das demais.
Por mais que meu intuito não fosse pegar pódio e sim conseguir fazer todo o trecho sem falecer, ver aquelas tias passando por mim só nas descidas me deu uma ''gana'' e simplesmente não aceitei a derrota.
Não adianta, sou competitiva nata. Olhei pro Rafael e sem esboçar uma palavra me despedi com o olhar (esperava que ele tinha conseguido captar a mensagem), e fui lá passar a mulherada. Uma a uma.

Nunca traçava metas muito longas: olhava pra mulher da frente e pensava: tenho que passar ela e não deixar que ela retome, tomar o máximo de distância possível pra ela não me passar de volta.
Assim eu fiz com umas 11 mulheres. Uma a uma.
Mantendo meu pace e a estratégia de dar o gás nas lombas.
Acabou o estradão e começou o asfalto novamente, passei muitos homens, o Rafael eu já perdera de vista há tempo.
Não tinha noção de que quilômetro eu estava, os postos de água foram escassos (foram 3 no total dos 21km), mas a chuva fina foi minha aliada, ela refrescava e fazia a temperatura corporal não subir tanto. Eu pensava: deu Roberta, só mantém assim, não precisa dar gás mais, mantém assim ate´o final que está ótimo.




Quando achei que o asfalto tinha acabado começa outro estradão, subidas e pedras. A placa indicava km 19 e eu pensei: ''ta falta pouco agora. Mantém, mantém''.

Nesse trecho passei por mais umas 4 mulheres. Uma a uma.
Essa foto debaixo passei por aquela mulher lá debaixo (que foi bem difícil) já estava exausta e as vezes pensamentos do tipo vinham: "Deixa Roberta, não tem necessidade, deixa ela na frente..'''
Mas eram rebatidos por outros: "Não, faltam 2km, depois se tu quiser ficar deitada 2 dias tu fica, passa eles agora".
E passei.
Ela e o senhor que saíram nessa foto.
Fiquei horrorosa nessa foto. Mas escolhi ela por demonstrar todo o sofrimento que eu estava, num dos trechos mais difíceis.



 



1km antes da chegada restava apenas uma mulher na minha frente e eu decidi tentar ultrapassá-la.

Mas ela estava acompanhada por dois homens, um que julgo ser o esposo, e outro amigo (que usava a mesma camisa dela - de um grupo de corrida ). Comecei a correr junto deles e como uma ameaça os homens começaram a gritar pra ela ''VAMOS SIMONE, VAMOS!''.

E a Simone começou a fazer uma grande força pra não perder a vantagem que estava.
E atrás da Simone eu seguia, esperando um deslize dela, ou um gás meu pra ultrapassá-la e manter.
A Simone olhava pra trás a cada minuto, e o amigo dela (do grupo de corrida) corria com um cachorro e gritava "Acelera Simone, acelera". Já sentindo que eu estava me aproximando muito.
Não conseguia enxergar a chegada, mas ouvia o microfone do locutor de longe e imagina que estava perto. Foi que pra minha felicidade outra lomba surgiu e a Roberta disparou na frente da Simone.
Depois da lomba, simplesmente ceguei. Corri o máximo que pude até que enxerguei o pórtico da chegada. 
E o locutor grita ''Vem chegando mais uma atleta, é a Roberta Amaral, completando a prova de 21km, toda sujinha a Roberta". E dei risada com o ''toda sujinha'', porque eu não tinha noção de como era meu estado. Mas imaginava...




Em 2:30h terminei os 21km, e apesar de ter calculado fazer em 2:10h, os 20 minutos que me prenderam certamente foi na trilha que me pegou inexperiente.
De qualquer forma, não foi um tempo formidável, mas tive certeza que dei meu melhor e a sensação de ter me esforçado e ter vencido - não aquelas mulher- mas sim a batalha de todo o trecho e meus pensamentos que a todo momento queriam que eu desistisse.

Peguei uma água, um açaí e fui esperar o Rafael (que chegou 10 minutos depois de mim).
Fui ver se ele estava bravo comigo por eu ter abandonado ele na corrida, mas ele disse que não, que eu fiz o que tinha que ser feito e ficou super feliz com meu tempo.

As primeiras colocadas fecharam a prova em 2h:05. Tempo bem distante do meu, mesmo assim garanti o 3º lugar na minha categoria etária 30-34 anos, o que me deixou bem feliz, já que foi minha primeira meia maratona.




A tarde fomos comer o tal fondue (que não foi tão bom quanto esperávamos), mas que rendeu duas barrigas cheias e uma soneca a tarde.
Depois do fondue as refeições voltaram às previstas, pois somos disciplinados ;)

Peguei o dia seguinte de folga (segunda)  pra voltarmos tranquilos dirigindo e não estava tão dolorida quanto esperava estar.
Inclusive retornei aos treinos sem problemas na terça.

E foi assim que me despedi de Gramado: com a sensação de que fiz o que queria fazer e dei meu melhor.
Venci mais uma batalha contra meus próprios pensamentos, e vi que fui capaz.
Nada é impossível quando se é perseverante.
Nada.
Quando lançaram as fotos no ar e pude rever cada trecho fiquei emocionada. Que experiência incrível.

Não vejo a hora da próxima!


CABANA:

https://www.booking.com/hotel/br/linda-cabana-rural.pt-br.html



17 de novembro de 2017

Frigideira ideal


 Qual melhor frigideira comprar?

Resolvi escrever este post pois estava há muito tempo procurando uma frigideira boa, que não grudasse ou estragasse com facilidade.
Depois de muito gastar dinheiro com frigideira RUIM (e muitas paguei caro, inclusive Tramontinas ), achei uma que recomendo:

 Frigideira Antiaderente Brinox 26cm - Turquesa Chilli

Estou com ela há algumas semanas, então não sei quanto tempo ela vai durar, mas já dá pra notar a qualidade na utilização. Não estou sendo patrocinada pela marca (inclusive o valor dela foi R$ 79,00 pela internet), estou escrevendo unicamente pois ao procurar posts sobre o assunto, vi que não tinha relatos de pessoas mesmo que utilizaram e pudessem dar sua opinião, e sim eram posts das próprias marcas ou de sites querendo vender a mais cara.

Uso muito frigideira, pois não como pão, minha dieta é composta por muitos ovos mexidos, omelete, tapiocas, crepiocas..frito bifes de soja e tosto legumes também.
Ela atende a todas expectativas, não gruda e não faz aquela fumaceira que geralmente as outras fazem.
Além disso, ao lavar é uma maravilha, a parte verde da esponja nem precisa ser utilizada.
Também não precisa usar óleo.

Enfim, recomendo muito.

Assinado: uma dona de casa que já utilizou muitas frigideiras por aí.

22 de agosto de 2017

Corrida, minha droga favorita


Esse domingo fui correr, como todos os outros. E fiquei refletindo o que a corrida representa pra mim.
E percebi que ela representa mais que um exercício físico.
Um exercício pra mente e pra alma.
Refleti do porquê eu gostar de correr tanto aos domingos. 
Além da academia não abrir domingo (tá, até abre, mas das 09h às 12h daí fica restrito), o domingo encerra a semana e inicia uma nova. E tudo precisa estar em ordem para uma nova semana.
Nela, as angústias escorrem com o suor.
Os medos saem pelos poros.
As incertezas dilatam as narinas que buscam mais ar pra poder manter o ritmo, pra poder manter a calma, pra poder manter o foco.
O que tem de ruim guardado em ti fica pra trás, naquela pedra que tu desviou, naquela curva que tu deu.
A luta mental de “falta só mais uma volta” se debate com as lutas dos problemas cotidianos, e correr acaba não se tornando mais nenhum sacrifício, pelo contrário: espera-se os dias das corridas para poder deixar no asfalto todos os dilemas carregados durante a semana.
Quanto mais problemas novos surgem, maior a vontade de correr. É uma válvula de escape.

Nas quartas eu corro na esteira.
Mas a esteira não é a mesma coisa que a rua.
A esteira é uma máquina, parada no mesmo lugar, de frente pra uma TV. Ela serve pra treinar o físico e o psicológico pra corrida de domingo. Além de acalmar os nervos por passar tantos dias sem correr.
Já que a corrida é minha droga.
Meu maior vício.
Saber que ficarei 1 semana sem poder correr me deixa muito triste, e faço de tudo pra mudar essa realidade. Corro com chuva, doente, com frio..mas ficar sem correr me deixa mais doente.
A sensação é tão boa que pensar em ficar sem ela é desanimador.

Além disso é na corrida que me conecto com Deus, com a natureza.
Pra alguns é preciso estar em uma igreja, ou na frente de uma imagem. Pra mim é correndo.
Correr e olhar os pássaros, as árvores, passar por uma folha no asfalto. É a forma que agradeço por minha vida, minha saúde e minhas pernas. Por ter oxigênio entrando em meus pulmões, e por poder estar ali naquele momento.
As pessoas deveriam valorizar mais isso.
Que têm saúde, que têm pernas.
Ao invés disso, se envenenam na frente da TV, comendo mal e não praticando nenhum tipo de atividade física. Isso sim deve ser um insulto a Deus.

Esse texto não tem nenhuma lição de moral e nenhum final.
Até porque não pretendo parar de correr.
Então essa história vai se prolongar…

Só queria deixar registrado no blog pra ver daqui uns anos quantos km estarei correndo.
E também porque faz tempo que não escrevo.

Comecei a correr cerca de 6 anos e com o tempo só tenho melhorado a distância e tempo.
Atualmente corro cerca de 12km por semana ( + - 6km por corrida), em um tempo médio de 32min por corrida.
Espero melhorar.


19 de fevereiro de 2016